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Quinta-feira, 11 de Julho de 2013

Soja e Milho: Gargalos logísiticos pesam sobre os preços no mercado brasileiro

Enquanto a saca da oleaginosa era negociada a R$ 74,00 no porto de Rio Grande, esse valor passava a R$ 69,00 em Paranaguá

Apesar das altas em Chicago e do bom avanço do dólar nas últimas semanas, a logística brasileira deficiente e insuficiente segue reduzindo a lucratividade do produtor brasileiro de soja. Nesta quarta-feira (10), enquanto a saca da oleaginosa era negociada a R$ 74,00 no porto de Rio Grande, esse valor passava a R$ 69,00 em Paranaguá.  

A diferença desses valores é resultado da demora que os navios vêm enfrentando para serem carregados. Uma embarcação deixou o porto esta quarta-feira após 114 dias de espera. Assim, para o vencimento agosto, o prêmio em Paranaguá já era de 30 centavos negativos. 

“Não conseguimos fazer uma transferência adequada por conta da logística, por isso, vemos Chicago retomando os ganhos de forma acentuada, mas pouco reflexo positivo no Brasil. Ineficiente logística faz com que os prêmios sejam negativos”, explica o economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais. Assim, os contratos para outubro e novembro, por exemplo, já nem registram prêmios. 

Segundo Motter, essa falta de agilidade no escoamento da produção reduz o ritmo da comercialização, o volume de negócios e, portanto, impacta negativamente na formação dos preços no mercado interno. Além disso, o cenário poderia ainda impactar também nas vendas da safra nova, já que, como disse o economista, não se vê uma expectativa de melhoria nos portos até lá. 

Essa situação fez até mesmo com que soja produzida no Paraná fosse para o porto de Rio Grande para ser exportada, o que é uma situação inédita. "Não se tem notícias no passado de carregamentos do Paraná para lá porque sempre o porto de Paranaguá foi muito mais viável por conta da proximidade. Mas, nesse ano, Rio Grande se tornou tão mais viável que os preços ficaram, nos últimos dias, entre R$ 73,00 R$ 74,00 , embora com um frete de R$ 2 a R$ 3 mais caro, porém, com uma liquidação na origem de R$ 2 acima do que o produto destinado a Paranaguá", explica o economista. 

Nessa quarta, a saca de soja fechou o dia valendo R$ 64,00 em Não-Me-Toque/Rs, R$ 60,50 em Londrina/PR e R$ 60,00 em São Gabriel do Oeste/MS. No Porto de Paranaguá, a oleaginosa fechou o dia valendo R$ 67/saca e, em Rio Grande, R4 73,30.

Milho - Os problemas logísticos também pesam sobre os preços do milho no mercado brasileiro. Entretanto, outros fatores como o avanço da safrinha e os gargalos de armazenagem pressionam ainda mais as cotações. 

“Em algumas regiões do Paraná, os preços da saca do cereal já caíram entre R$ 2,00 e R$ 3,00. No oeste do estado, onde a saca era negociada entre R$ 23,00 e R$ 22,00, hoje é comercializada entre R$ 20,00 e R$ 19,50 por saca”, diz Motter. Em Paranaguá, a saca do cereal ficou em R$ 23,00. 

Porém, sobre a armazenagem, o economista afirma que a capacidade brasileira não é tão inexpressiva como é dita, mas que sofre também com a falta de vazão, de escoamento da safra, a qual leva os armazéns do país além de seus limites. 

"Nós temos que dar fluxo aquilo que é colhido em uma temporada até a chegada da outra. Grande parte do produto já vendido não está sendo escoado e ocupa um espaço que não deveria ocupar. Eu não posso simplesmente dobrar minha capacidade de armazenagem pelo simples fato de não ter escoamento no porto, de não ter caminhões, rodovias ou ferrovias", completou. 



Fonte: Carla Mendes/GazetaMT

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